Notícias, OTA, TGVAugust 23, 2005 11:15 am

Segundo o Diário Económico de hoje, 23/08/2005, o ministro das Obras Públicas refere que, “Falta de informação sobre Ota e TGV é mentira descarada”.

Diz ainda o artigo que:

“O novo aeroporto foi sujeito, em 1998-1999, a uma avaliação de impacto ambiental, que abrangeu previsões de tráfego, localizações alternativas, impactes económicos e sociais.

O ministro das Obras Públicas, Mário Lino, responde aos críticos que o acusam de avançar para projectos como a Ota ou o TGV sem estudos que suportem essa decisão. Num artigo de opinião eminentemente político, Mário Lino explica que a decisão – igualmente política – de construir a Ota está suportada por um estudo de impacto ambiental disponível desde 1999. Este estudo não aborda a vertente financeira, que o ministro só promete esclarecer em Outubro.”

A notícia completa está disponível na edição em formato papel, do Diário Económico.

Mas será mesmo possível que o senhor ministro ainda considere que a informação existente é suficiente? Então se é, porque está a aguardar mais estudos? Existe alguma coisa que não bate certo. Será que todos vivemos num sonho?

Notícias, OTA, TGVAugust 17, 2005 1:31 am

Pode-se ler no Jornal Avante, uma notícia que expõe os episódios, antes da demissão do anterior ministro das finanças, Campos e Cunha. Aqui pode-se ver mais uma vez que os pseudo-projectos da OTA e TGV (visto os estudos ainda estarem para serem realizados) estão alicerçados em razões e episódios singulares.

Notícias, OTA, TGVAugust 16, 2005 6:00 pm

Reza assim a notícia do JN.

Notícias, OTA, TGV, Blogosfera 1:12 am

Mais um exemplo de cidadania activa, o Manifesto Contra o T.G.V. e o Aeroporto da OTA.

Notícias, OTA, TGV 12:40 am

É possível ler no site da Sociedade de Geografia de Lisboa, uma notícia data de 200o(?), que terá saído no Jornal Público, sobre a OTA e as suas ligações.
O texto que é apresentado levanta algumas questões sobre a localização da OTA, a sua real necessidade e das respectivas ligações, nomeadamente no que diz respeito ao TGV.
É pois fácil avaliar que as opções da OTA e TGV de nada resolveriam os problemas que os políticos dizem resolver.

“As vantagens apresentadas pela localização da Portela no que respeita à sua coexistência com outros meios de transporte, levam-nos a concluir que se deverá pensar em soluções para manter o actual aeroporto, complementando-o com a base aérea do Montijo, uma vez que as ligações rodo-ferroviárias para a Ota serão deficientes pelas razões descritas”.

Povo, é hora de acordar!

OTA, TGV, BlogosferaAugust 4, 2005 1:11 am

Não digo que a ideia nunca me tenha passado pela cabeça, mas como existem por aí mais umas mentes activas é natural que alguém avance com essa proposta.
No post, Ota(gate?): Um caso para estudo, o editor do blog, Ideias Simples, apresenta essa possibilidade/proposta “Continuo a defender que a realização de um referendo nacional sobre esta matéria poderia ser uma forma de devolver à sociedade algum voto - literal - na matéria”.

A onda continua a crescer.

Estudos, OTA, TGVAugust 3, 2005 12:43 am

Uma das questões que se tem colocado e sobre o qual o Abrupto também se debate, “Será que os senhores ministros (Primeiro, Economia, Obras Públicas) podem ao menos explicar quais as razões porque os estudos, alguns estudos, parte dos estudos, os estudos que foram relevantes para a tomada de decisão, não podem ser divulgados? Partindo do príncipio que existem.”, é o não acesso, à população em geral, aos estudos dos investimentos faraónicos. Pacheco Pereira considera ainda que “Se os senhores ministros estão preocupados com o custo político de eles serem conhecidos, pensem bem no custo político de eles não serem conhecidos. pelo menos por suas mãos.”
Parece contudo que as vozes não são suficientes altas.

Contudo e considerando o Destreza das Dúvidas, eles existem e têm nome:
“1- Kamps, C., “New estimates of government net capital stocks for 22 OECD countries, 1960-2001”
2- Pereira e Andraz, “Public investment in transportation infrastructures and economic performance in Portugal.”

Existirão mais? Quem sabe.

Notícias, OTA, TGV 12:21 am

Os autarcas da região do grande Porto, expressaram a sua opinião sobre as últimas declarações do ministro das Obras Públicas, Mário Lino, por ter posto em causa a execução das novas linhas do Metro do Porto.

Luís Filipe Menezes, ao Correio da Manhã, lamentou que “…se fale em projectos faraónicos como o aeroporto da Ota e o TGV e se questione um projecto tão importante como o Metro do Porto”.

via Correio da Manhã (02/08/2005)

TGV 12:14 am

O jornal Público tem no seu site um dossier sobre a questão do TGV em Portugal, onde é possível encontrar diversas informações. Este dossier, contudo, apresenta a última notícia, datada de 12 de Janeiro de 2004, o que por si só estranho.
Com tanta informação que tem sido veiculada será de esperar que o mesmo dossier seja actualizado. Certamente estarão a trabalhar nisso.

Notícias, OTA, TGVJuly 29, 2005 12:57 pm

Fernando Sobral in Jornal de Negócios 29/07/05

«Em Portugal as consequências vivem independentemente das causas. Como se existissem dois países. Na maioria dos casos há um problema que é identificado. Depois de estudado por múltiplas comissões consegue-se chegar a uma conclusão: tenta-se resolver um imbróglio lateral e assim ficamos com dois problemas.
O que é óptimo para se criarem duas comissões que os analisem. O país é assim: todos parecem saber as causas do seu mau funcionamento. A consequência é que se passam anos a debater a solução óbvia que, ou nunca é tomada, ou quando o é já não é relevante.

Reparemos num caso exemplar. Causa: as automotoras que fazem o serviço entre Pinhal Novo e Beja têm 57 anos e avariam constantemente. Consequência: o país discute activamente o gasto de múltiplos milhões de euros para activar o TGV que ganhará uns minutos no trajecto entre Lisboa e Porto ao Alfa.

Outro exemplo. O aeroporto da Portela é a causa de não estarmos a concorrer com Madrid para sermos o centro da Europa aérea. Consequência: devemos construir na Ota e assim os passageiros da margem sul do Tejo que queiram apanhar um avião das sete da manhã ficarão mais próximos de Badajoz.

Os que defendem a causa de Portugal estão cada vez mais apreensivos. A consequência é um «sprint» para o abismo.»

Notícias, OTA, TGV 12:04 pm

«Vamos apresentar uma proposta exigindo que o Governo publicite todos os estudos económicos, financeiros e de rendibilidade sobre estas duas obras, a OTA e o TGV, para que o debate já iniciado em Portugal seja aprofundado e desenvolvido», disse Miguel Macedo.

«Queremos que o Governo saiba que, se insistir em tornar estes projectos irreversíveis, em particular a OTA, o PSD tomará todas as medidas ao seu alcance para travar a megalomania e o despesismo do Governo», exigiu.

Foram muitas as críticas da oposição à mudança do titular da pasta das Finanças. Miguel Macedo acusou Sócrates de ceder à «tentação gastadora» do Partido Socialista, dando um sinal de «falta de autoridade».

in tsf (28/07/2005)

Notícias, OTA, TGV 9:40 am

“Extracto da intervenção de Miguel Sousa Tavares na TVI na terça-feira.

TVI - O Ministro da Economia não tem dúvidas quanto à importância dos investimentos públicos, quem tinha dúvidas era o ministro das Finanças, e se calhar por causa disso mesmo é que saiu do Governo.
MST - Eu penso que sim. Faz hoje uma semana exactamente à noite que foi anunciado que o ministro das Finanças saía do Governo. E saía na sequência da ida ao Parlamento do Ministro das Obras Públicas, que foi dizer exactamente o contrário do que o ministro das Finanças tinha dito no artigo que escreveu no Público. E nesta semana que passou as águas dividiram-se, para mim, claramente, não apenas dentro da classe política, mas dentro da própria sociedade portuguesa, entre duas maneiras totalmente diferentes de ver o país. Por um lado, aqueles que acham que o investimento público é sempre sinal de crescimento económico e que o Estado deve ser o motor da economia, que o Estado deve investir para criar riqueza, e do outro lado, aqueles que pensam exactamente o contrário, que pensam que o Estado deve reduzir-se, deve eliminar o seu défice porque senão qualquer dia alguém terá de pagar a conta, ou os nossos filhos ou os nossos netos. Aquilo que o Estado tem de fazer, de facto, é deixar-se de obras faraónicas como o TGV e o aeroporto da OTA, e eu lembro, a propósito – estava a ouvir o ministro Manuel Pinho – que não há nenhum país da Escandinávia, nem sequer a Irlanda, que é o país com maior crescimento na União Europeia, que tenha feito o TGV, portanto não está adquirido que o TGV é igual a desenvolvimento. Sobretudo quando nos falam num comboio de alta velocidade, por exemplo, entre Faro e Huelva, eu gostava imenso de saber quantos passageiros haverá para irem diariamente neste comboio. Quanto ao aeroporto da Ota, já muito foi discutido. Agora dizem-nos de repente que fizeram estudos, eu não conheço os estudos, ninguém conhece os estudos, estão em estudos há vários anos. Aquilo que eu conheço é a tendência para o despesismo da clientela partidária que circula à volta dos partidos, são os empreiteiros de obras públicas, são as pessoas dos concursos públicos. Sei que há grandes interesses especulativos em relação aos terrenos da Ota e há, obviamente, muita gente a ganhar com a deslocação do aeroporto de Lisboa. Não está demonstrado de maneira nenhuma que o aeroporto da Portela esteja em vias de estar saturado, basta compará-lo com os outros, e sobretudo não está demonstrado que o aeroporto da Portela não possa ser complementado, com as pistas de Alverca e com a pista do Montijo. Portanto, dividiram-se as águas.”

in Diário Económico (28.07.2005)

Notícias, OTA, TGV 9:38 am

“Afinal, quem tem razão: o ministro da Economia, Manuel Pinho, que afirma hoje no Diário Económico não ter dúvidas sobre a validade da Ota e do TGV, ou os economistas que, também aqui no Diário Económico, apoiavam há dias as hesitações de Campos e Cunha sobre esta matéria? A resposta (claro) não é simples.

Se qualquer economista reconhece que o investimento público tem sempre impacto positivo sobre a economia (mesmo que só no curto prazo), importa perceber se tanto Ota como TGV se justificam pelos seus efeitos nesse curto prazo ou, pelo contrário, no longo prazo. O ministro da Economia diz hoje aqui que não – não será pelos efeitos de curto prazo que o Governo avança para estes grandes projectos. Foi isso, também, que disse Mário Lino, ministro das Obras Públicas, sublinhando que não avançar para a Ota e para o TGV tornaria Portugal um país ainda mais periférico nos próximos 20 a 30 anos – ou seja, no médio e longo prazo. Mas sobram dúvidas.

Num manifesto ontem publicado no “Diário de Notícias”, economistas como Vítor Bento, João Salgueiro ou António Carrapatoso sublinham os problemas das grandes obras públicas: (1) aumentam a necessidade de importações (quando se sabe que uma economia é tanto mais forte quanto maior for a sua capacidade de exportar); (2) geram sobretudo emprego desqualificado, pelo que estas obras nem sequer escoam o desemprego gerado, por exemplo, no sector têxtil e (3) têm um grau de incerteza pouco compatível com o estado em que se encontram as contas públicas.

Tendo a concordar com estes últimos, justamente por considerar, como aqui se escreveu, que o maior problema dos grandes investimentos públicos é o grau de risco (de incerteza) que carregam. O que permite isolar uma única questão, que produz, por sua vez, uma resposta simples a este gigantesco problema: a questão de saber como se pode reduzir o grau de incerteza das escolhas públicas. A resposta: introduzindo critérios de grande responsabilidade e maior moderação na escolha pública.

O primeiro critério consegue-se através da (1) nomeação de responsáveis políticos pelas grandes obras, cujo mandato deve durar o tempo de execução da obra e não o da longevidade do Governo. Se este cair, ou mudar nas eleições, os responsáveis ficam. (2) Com este critério pressiona-se a responsabilidade da adjudicação (preço e prazos de entrega) e (3) reduz-se a componente emocional – não basta ter “vontade”, é preciso assegurar que o retorno imaginado não está longe da realidade.

O segundo critério é uma consequência do primeiro, claro, e concretiza-se através da abertura dos ‘dossiers’ à opinião pública. Se a decisão for partilhada, terá de ser mais informada. E sendo mais informada – passada à opinião pública – será necessariamente mais pensada. Ora, pensando nela, sabendo-se responsável pela sua concretização final, qualquer decisor valorizará mais outra “la palissada” da economia: a de que os recursos são escassos. Conclusão?
Tem razão a economia, essa teoria que, aceitando a ideia de que o investimento público é positivo, sublinha com igual peso e medida a importância de aplicar com grande rigor os recursos que – sendo gerados por todos – serão sempre escassos para tanta “energia governamental”.

Martim Avillez Figueiredo”

in Diário Económinoco (28-07-2005)

Notícias, OTA, TGVJuly 28, 2005 12:38 pm

O sindicato de Lisboa

Vital Moreira, in Público, 2005-07-26

Um espectro assola os lisboetas de todas as condições e partidos: a tragédia de deixarem de ter o aeroporto ao pé da porta, dentro da cidade, privilégio raro por esse mundo fora. Companhias de aviação e agentes turísticos, hoteleiros e taxistas, jet set nacional e funcionários da UE no vaivém de Bruxelas, colunistas de imprensa e médicos de partida para o próximo congresso turístico nas Caraíbas -, não existe virtualmente ninguém que não considere como crime de lesa Lisboa a peregrina ideia de construir um novo aeroporto internacional fora da cidade.

A oposição unânime ao aeroporto só tem comparação na reacção dos numerosos regimes especiais da função pública beneficiários de privilégios em vias de extinção.
Contra essa fronda, em que dá pena ver alinhar espíritos normalmente lúcidos, é irrelevante a evidência de que o aeroporto da Portela é uma espécie de apeadeiro aeronáutico que desmerece mesmo no confronto com aeroportos regionais europeus. De nada vale a demonstração de que ele tem os dias contados, por causa das suas limitações físicas e ambientais (nomeadamente o ruído). Pouco importa a ideia de que o país não pode deixar de ter um aeroporto internacional capaz de responder ao previsível aumento da procura de transporte aéreo e às modernas exigências aeroportuárias.
Ora, se há algo de errado no projecto do novo aeroporto, independentemente da sua localização, não é decisão de avançar finalmente com a sua execução, mas sim o facto de esta ser tardia, obrigando à realização de custosas obras de adaptação interina da Portela, que bem poderiam ter sido poupadas, se a nova estrutura tivesse avançado mais cedo, como deveria. Infelizmente em Portugal o mal habitual das obras públicas em infra-estruturas não é serem supérfluas, mas sim virem atrasadas no tempo.
Um dos grandes argumentos brandidos contra o novo aeroporto tem a ver com os seus elevados custos financeiros, sobretudo tendo em conta as dificuldades financeiras nacionais e os sacrifícios que se está a pedir aos cidadãos, especialmente aos funcionários públicos, em termos de impostos, remunerações, idade de reforma e valor das pensões, etc. Essas preocupações são em geral infundadas e em boa medida demagógicas. Primeiro, por maiores que sejam as limitações financeiras, continua a ser ao Estado que cabe assegurar as infra-estruturas básicas, que o mercado e a iniciativa privada não garantem; segundo, uma das razões para a contenção de gastos públicos correntes tem a ver justamente com a necessidade de libertação de meios para investimento, sem o qual não haverá desenvolvimento, nem emprego, nem alívio das dificuldades financeiras actuais; terceiro, neste caso os meios financeiros necessários podem ser proporcionados em grande parte pelo sector privado, dada a rentabilidade da infra-estrutura.
Infelizmente, Lisboa está mal habituada. Não lhe bastando as vantagens inerentes à sua condição de capital - como centro político, administrativo, financeiro, económico, mediático, artístico, etc. -, Lisboa dá-se mal com qualquer situação em que os interesses do país possam entrar em conflituar com os seus próprios interesses imediatos. Por definição, considera que os seus interesses se confundem com os interesses do país. E se, porventura, isso pareça não suceder, então o mal está no país. Curiosamente, os protestos contra o novo aeroporto com base nos alegados custos financeiros não têm equivalente quando se trata de investimentos estaduais que beneficiam directamente Lisboa, como sucede com os projectos de novas linhas de metro ou de novas travessias sobre o Tejo.
Para além dos benefícios resultantes da “capitalidade” em termos de oportunidades, emprego, rendimentos e qualidade de vida, Lisboa ainda beneficia do privilégio de ver o Estado encarregar-se de obras e serviços públicos que normalmente não lhe deveriam pertencer. O caso mais flagrante é o dos transportes colectivos urbanos. Enquanto noutras cidades esse serviço público é responsabilidade dos respectivos municípios, seja em administração directa ou indirecta (serviços municipalizados, empresas públicas municipais, concessão a entidades privadas), cabendo-lhes também suportar os encargos financeiros inerentes às “obrigações de serviço público”, já no caso de Lisboa a organização dos transportes colectivos constitui responsabilidade do Estado. Isso quer dizer que o financiamento das obrigações de serviço público de transporte, designadamente as chamadas “indemnizações compensatórias” - não mencionando sequer o investimento nas respectivas infra-estruturas -, incumbe ao Oçamento do Estado, ou seja, a todos os contribuintes, mesmo àqueles que já pagam os transportes urbanos dos seus próprios municípios.
Nada melhor simboliza a subestimação dos interesses gerais face aos interesses de Lisboa do que o facto de até há pouco ser obrigatório passar por Lisboa para viajar do Norte ou do Centro do país para o Sul por auto-estrada. Outro exemplo recente tem a ver ainda com investimentos públicos. Como a região de Lisboa ultrapassou em muito o limite de riqueza que habilita a beneficiar dos fundos comunitários destinados ao desenvolvimento regional e à coesão territorial, é tudo menos surpreendente que, para atenuar essa perda, o Governo tenha decidido há pouco disponibilizar fundos consideráveis para ajudas de Estado às empresas dessa região. Não consta ter havido algum protesto contra esse “desperdício” de dinheiros públicos em época de dificuldades financeiras.
Outras vezes ocorre que, face aos maciços investimentos do Estado em Lisboa e na sua região, os governos se sentem levados a compensar outras regiões com algumas migalhas, para não parecer tão escandaloso o desequilíbrio. Assim sucedeu depois da Expo-98 em Lisboa, com o lançamento do programa Pólis, destinado a revitalizar várias outras cidades por esse país fora. Acontece porém que, na maior parte dos casos, a execução desse plano ficou muito aquém do programado, por falta de verbas. Quando há que cortar no orçamento, começa-se pela província!
Portugal é reconhecidamente um país de desenvolvimento assimétrico, com enormes disparidades territoriais, cuja superação carece de “acção positiva” do Estado no plano do investimento público regional. Tal circunstância poderia suscitar críticas contra um investimento público da dimensão do novo aeroporto, inevitavelmente situado próximo de Lisboa, sua principal beneficiária. Essa crítica seria demagógica, visto que neste caso o que está em causa são os interesses do país. Mas ao menos que ele não seja enjeitado em função do interesse paroquial de Lisboa em manter um aeroporto doméstico.

Notícias, OTA, TGV 11:38 am

Fernando Pinto, António Vitorino, Campos e Cunha e mais umas largas dezenas de pessoas conscienciosas duvidam seriamente da oportunidade da Ota e do TGV. Em resposta a estas dúvidas, o ministro Manuel Pinho veio defender a bondade dos projectos com veemência mas sem argumentos.

in Jornal de Negócios