TGV e OTA em debate na Assembleia da República
O novo aeroporto e o comboio de alta velocidade voltam a estar na ordem do dia através de uma iniciativa do PSD, que organiza um debate entre António Nogueira Leite, João Ferreira do Amaral e José Manuel Viegas, com moderação de Miguel Relvas, hoje (19.09.05), no auditório do edifício da Assembleia da República a partir das 15h30.
Movimento, PORTUGAL SIM. OTA & TGV NÃO
Este blog, que inicialmente se assumiu contra estes dois investimentos e que continua essa mesma luta, tem nos últimos tempos estado menos activo, mas tal facto é fruto de afazeres inultrapassáveis e, como já referi menos movimentações politico-sociais.
Contudo e mesmo com as férias da grande maioria dos portugueses e daqueles que colaboram neste blog a ideia base nunca foi esquecida, nem o será seguramente.
Conto assim que os demais continuem a colaborar e a fazer crescer esta ideia, este movimento, este desígnio.
Pretende-se com este movimento não deixar que este assunto caia no esquecimento e que se demonstre, mais uma vez, que a cidadania activa é um dever que toca a todos.
Até breve.
OTA Vs Málaga (ou a procura de soluções)
Conteúdo de mail que circula na net. Desconheço o autor, assim como desconheço a veracidade do mesmo. Mas este texto cria a dúvida suficiente para todos nós irmos investigar o assunto.
“Assunto: Um crime na Ota
Uma história de 2 aeroportos:
Áreas:
Aeroporto de Málaga: 320 hectares,
Aeroporto de Lisboa: 520 hectares.
Pistas:
Aeroporto de Málaga: 1 pista,
Aeroporto de Lisboa: 2 pistas.
Tráfego (2004):
Aeroporto de Málaga: 12 milhões de passageiros, taxa de crescimento,7% a 8% ao ano.
Aeroporto de Lisboa: 10,7 milhões de passageiros, taxa de crescimento 4,5% ao ano.
Soluções para o aumento de capacidade:
Málaga: 1 novo terminal, investimento de 191 milhões de euros, capacidade 20 milhões de passageiros/ano. O aeroporto continua a 8 Km da cidade e continua a ter uma só pista.
Lisboa: 1 novo aeroporto, 3.000 a 5.000 milhões “
nem de outra forma poderia o governo justificar os seus mega empreendimentos, isto é, a sua vontade de se eternizar na história.
dn 29.08.05 (excerto)
Agora que estamos na época denominada, estranhamente, por silly season pouca coisa se tem falado sobre a OTA e o TGV. Estes assuntos serão amplamente abordados quando começarem a ser divulgados os famosos estudos, estilo X-Files à portuguesa, e quando se aproximarem as autárquicas e os interesses das autarquias começarem a falar mais alto. Aliado a estes estarão, certamente, os interesses económicos e os famosos lobbys de pressão e influência financeira.
Por enquanto vão servindo uns refrescar de memórias e a exploração de alguns ditos da comunicação social portuguesa. Tudo para que o blog não esteja inerte.
Brevemente será também disponibilizada, para quem quiser ter na sua página/blog, uma faixa a dizer PORTUGAL SIM, OTA & TGV NÃO, para assim se unirem ao movimento contra estes dois investimentos faraónicos.
… ora, se todos nós sabemos que a grande característica do povo britânico é o irrealismo, este estudo só pode ser completamente surrealista. aliás não sei como o governo lhes encomendou este estudo sabendo de antemão destas tendências e ainda por cima lhes pagou um estudo fantasista.
Será??? ou será que o Governo, na sua sapiência, trouxe à praça pública (através do seu silêncio ensurdecedor) este tema exactamente para esconder a sua inércia e falta de iniativa politica, na resolução dos verdadeiros problemas deste país e na implemetaçã das verdadeiras reformas (que estão na gaveta desde o final do último mandato de Cavaco Silva)?
… ou coitadinho do governo… tem a maioria absoluta, que pediu para governar, sem ter que aturar os entraves da oposição (ou possíveis coligações) na aplicação da sua pilula dourada, mas agora não sabe o que fazer com essa maioria (ou então perdeu a pílula).
P.S.: Agradeço Comentários, pois isto também deve ser feito de discussão! (NS)
Porque será que todos os nossos governantes têm a mania de querer deixar uma marca no país às expensas do povão?
Será que a única forma que eles conhecem para se projectar na história é encabeçando projectos com orçamentos cada vez maiores?
E porque não uma limusine alugada sempre que um português pretende-se deslocar-se? Talvez seja mais barato e fosse mais confortável, não? (e sempre nos deixava directamente no destino pretendido!!!!)
Lido no suplemento “Carga & Transportes” do jornal Público, artigo por Vasco Sousa Coutinho
Tempo de percurso TGV - 1h30;
Tempo de percurso pendulares - 2h00; Ganho - 30 min.
Nº de passageiros por dia - 9000 + 1000 resultantes do efeito TGV
Tempo perdido TGV/pendular - 10.000 passageiros x 30 min.=5000 horas/dia
Encargo mensal por inactividade por passageiro - 650 contos/mês (valor estimado) = 4 contos/hora
Encargo diário para 10.000 passageiros - 5000 horas x 4 contos/h = 20.000 contos/dia
Encargo anual - 20.000 contos x 360 dias = 7.200.000 contos
Custo TGV - 850.000.000 contos
Tempo de amortização do TGV - 850 milhões de contos/7,2 = 118 anos
Finalmente uma petição sobre a OTA e o TGV disponível aqui, via insustentável.
“OTA e TGV - Esbanjamento Despropositado
To: Presidente da República, Presidente da Assembleia da República, Primeiro-Ministro e Ministro da Economia
Tem vindo a ser objecto de aceso debate a decisão do Governo referente à instalação da rede TGV em Portugal, e à construção de um novo Aeroporto na Ota.
É indiscutível que ambas as obras importarão a mobilização de astronómicas somas de dinheiro, que hão-de provir do Orçamento Geral do Estado, ou seja, tais obras serão financiadas pelos Contribuintes Portugueses, seja directamente, seja pelas garantias ou benefícios que o Estado sempre dá ao sector privado. Lembremo-nos das SCUTs.
E é bem sabido como, no fim das obras promovidas pelo Estado, a factura é sempre, sem que se conheça uma única excepção, muitíssimo maior do que inicialmente foi anunciado para as justificar. Lembremo-nos dos Estádios de Futebol, da EXPO, do Centro Cultural de Belém, da Casa da Música, do Alfa Pendular, das IPs, etc., etc., etc.
No Diário de Notícias de 27 de Julho de 2005, foi publicado um Manifesto subscrito pelos mais Ilustres Economistas do País, representando um amplo leque de opinião e provindo de diversos quadrantes políticos, em que se conclui, mais do que a inutilidade de tais obras, pela sua inoportunidade, e pelos negativos efeitos que terão na economia nacional.
Em estudo recentemente realizado, parece ter-se concluído que, apenas no que toca ao TGV, a obra vai impôr a cada contribuinte um encargo de cerca de € 1.500,00.
Note-se que se trata de um encargo médio, ou seja, haverá contribuintes que verão este encargo multiplicar-se por dez, cem, mil…
E ainda falta a Ota…
Em obra de tal monta, e com tais consequências, parece aos dois primeiros signatários que o Governo haveria de auscultar os cidadãos, em lugar de, “unilateralmente” decidir – com a arrogância e a sobranceria que tem vindo a demonstrar – iniciá-la.
O estado da Economia Portuguesa não se compadece com gastos escusados e sumptuários como estes. Basta pensar que, como afirmou Miguel Beleza à SIC no próprio dia 27 de Julho, se tivessem sido feitas as obras de adaptação da linha férrea Lisboa-Porto aos novos comboios Alfa Pendular, a viagem duraria cerca de duas horas, ou seja, uma escassa meia-hora mais do que em TGV…
E o Aeroporto na Ota importaria um enorme dispêndio de tempo no percurso até ou desde Lisboa, de tal forma que tal percurso demoraria mais do que a duração do próprio voo Lisboa Madrid…
É imprescindível que os eleitores sejam ouvidos em tais matérias, pela sua seriedade e consequências.
É tempo de os Contribuintes exigirem rigor na despesa pública e de imporem que o Estado efectivamente os respeite.
Assim, os abaixo assinados, por subscreverem o Manifesto publicado no Diário de Notícias de 27 de Julho de 2005, instam os Poderes Públicos a promover um alargado período de debate público prévio a qualquer tomada de decisão nestas matérias que implique a assunção de responsabilidades financeiras, directas ou indirectas, do Estado, devendo o Governo facultar os Estudos que, do seu ponto de vista, justificam a realização dos projectos da rede TGV em Portugal, e a construção de um novo Aeroporto na Ota. “
Este blog, que já conta com alguns colaboradores, e já é notícia na blogosfera, mais propriamente no blog LISBONLAB, do meu grande amigo Hugo Silva.
As vozes continuam a levantar-se, a crer pelas notícias que aqui também vão sendo reproduzidas, e estamos apenas no começo.
Parece que alguns portugueses, nem que seja somente pelo exercício da oposição, vão assumindo posições e defendendo que a OTA & TGV são de facto dispensáveis.
Por aqui o trabalho vai continuar.
Este blog surgiu no seguimento de uma conversa que tive com um grande amigo. Tem como objectivo criar um espaço de discussão e debate sobre a questão da construçao do aeroporto da OTA e do TGV. Este blog assume-se contra a construção destes dois investimentos públicos, contudo serão aceites diferentes opiniões desde que contribuam para uma discussão esclarecida e construtiva.
Será também um espaço que pretende divulgar as diferentes notícias que poderão estar relacionadas sobre estes dois investinentos, OTA e TGV.
Será necessário contudo a participação de vários colaboradores, para que assim este blog se transforme num espaço dinâmico e participado. Assim os interessados poderão enviar um mail com a sua opinião, a fim de ser publicada, podendo posteriormente serem registados como colaboradores.
As ideias de aperfeiçoamento deste espaço aparecerão na medida da sua utilização, nunca esquecendo o seu principal objectivo, o movimento pelo não à OTA e ao TGV.
