Opinião, BlogosferaAugust 26, 2005 3:13 pm

Podemos ver no Galo Verde, um post, “País no cinzento, economia no vermelho!” sobre o país que temos, onde retirei este pequeno excerto sobre OTA e no TGV. Mas convém ler tudo, do príncipio ao fim.

…”Para agravar a situação o governo insiste nos dois projectos megalómanos - aeroporto da Ota e TGV - mesmo sem estudos, mesmo sem saber quem assumirá o risco do capital, mas com a certeza de que os empreiteiros e agentes imobiliários votarão PS.” …

OpiniãoAugust 16, 2005 1:12 am

A Teoria Geral da Estupidez Humana é um livro de Vítor J. Rodrigues, e deveria de ser de leitura obrigatória. Agradeço desde já ao meu grande amigo João Leitão, por me ter dado a conhecer o autor e a obra.

Assim e Considerando o artigo de opinião de João César das Neves, no jornal online, A União , será de admitir, com relativa facilidade a teoria.

“A planeada construção do aeroporto da Ota é, sem dúvida, um monstruoso disparate.”, “…detecta-se acção de pessoas estúpidas nos estádios do Euro 2004, e estupidez sofisticada em obras como o complexo de Sines, o Alqueva e agora a Ota e também o TGV.”

O melhor será mesmo ler o artigo, pensar na nossa realidade, tentar comprar o livro que referi, lê-lo, analisar a situação actual e tirar as devidas conclusões.

OpiniãoAugust 10, 2005 9:36 am

Em Março de 2005, Rui Rodrigues, apresentou “Aeroporto da Portela e Málaga - evolução comparada” (formato pdf) , em que demonstra que não existe qualquer necessidade da construção de um novo aeroporto, se forem consideradas obras de amplicação do aeroporto, o que poupará assim 5000 milhões de euros.

via maquinistas

Opinião, Notícias, OTAAugust 7, 2005 3:17 am

Ora bem, se bem percebo este título, o Governo não está para dar satisfações aos portugueses sobre os estudos já realizados sobre a OTA e segundo a notícia do PortugalDiário também não o vai fazer antes de Outubro. Não sei da legitimidade e legalidade da situação, mas deve ser no mínimo questionável. Assim o Governo quer dizer que, dos 70 estudos já efectuados e dos 12,7 milhões de euros já gastos, os portugueses não vão ouvir ou não merecem qualquer satisfação que vá além de palavras políticas. É pena. Refere ainda a notícia que o governo diz não existir qualquer secretismo sobre os referidos estudos e que estudos preliminares de impacte ambiental relativos às localizações Ota e Rio Frio estiveram em consulta pública entre Março e Maio de 1999″.

É aqui que se levantam várias questões essenciais: Será que os portugueses em 1999 estavam sensibilizados para a questão da OTA? Será que os portugueses sabiam realmente que gastos esse investimento significaria para os seus bolsos? Será que a informação foi suficiente? Será que a informação só esteve em Lisboa, num qualquer sítio, e que em mais nenhum sítio do país era possível aceder-lhe? Será que os portugueses, nesse ano, sabiam que a crise era, efectivamente, tão profunda (pelo menos fazem-nos crer isso)? Será que os governantes não percebem que os portugueses, hoje, querem ver os seus impostos devidamente aplicados, pois foi por isso que se sujeitaram aos sacríficos pedidos? Será que é difícil entender que a informação está mais acessível e que a cidadania activa começa a ser prática comum?

OpiniãoJuly 28, 2005 1:36 pm

A ideia basilar deste blog é como referi o não à OTA & TGV. Mas porquê? Quando estes dois investimentos estão referenciados como investimentos necessários ao desenvolvimento do país e como dinamizadores da própria economica portuguesa e são deixados de lado investimentos e reestruturações necessárias, em diversos sectores de actividade, algo não está bem. E não está bem também a passividade dos portugueses face a este fenómeno despesista, quando afinal vai custar a cada português 2000 euros. Assim parece que só existem manifestações quando as alterações se fazem sentir de imediato no bolso e se alteram direitos adquiridos, altamente questionáveis.

Contudo parece existir alguma movimentação de ilustres portugueses e anónimos, relativamente a esta questão, indicando os prós e contras dessas medidas.

Eu considero pertinente o debate de ideias e uma reflexão profunda sobre quais os investimentos prioritários (saúde, educação, reestruturação da administração pública, ciência, inovação, turismo, pescas, agricultura, energias alternativas…) para o nosso país, em detrimento do esbanjamento desalmado que representam estes dois monumentos megalómanos.

A discussão e os argumentos são para continuar.