Notícias, OTAAugust 3, 2005 9:53 pm

“Para o administrador delegado da TAP, falta uma justificação capaz de convencer a localização do projecto “longe da sua cidade principal”.
As reservas de Fernando Pinto prendem-se não só com a falta de estudos sobre aquela infra-estrutura mas também com a distância da Ota à capital portuguesa, embora não questione a necessidade de um novo aeroporto, de acordo com o ‘DN’.
Esta posição crítica surge poucos dias depois de o ministro dos Transportes, Mário Lino, ter reafirmado a vontade do Governo de avançar com o projecto e na fase final dos “procedimento administrativos” para a renovação do contrato de Fernando Pinto à frente da transportadora aérea, de acordo com fonte oficial.
Mas quanto à localização, Fernando Pinto, que é também membro da Associação de Transportadoras Aéreas, diz taxativamente nunca ter visto “um estudo a justificar a Ota”.
As dúvidas do administrador delegado da TAP, o maior operador do Aeroporto da Portela, surgem depois de críticas de outros operadores, como os agentes de viagens e os hoteleiros. Estes sectores ligados ao turismo consideram que os 50 quilómetros entre Lisboa e a Ota (a maior entre os aeroportos que servem as principais capitais europeias) irá retirar competitividade a Lisboa. Como alternativa, têm defendido a utilização das bases aéreas na região de Lisboa, como a do Montijo ou Alverca.
Em termos políticos, a questão tem também merecido críticas, até de membros do PS como António Vitorino. A demonstrar que se trata de um debate por vezes deixado ao sabor dos ventos está a posição de Carmona Rodrigues na Assembleia da República em Março de 2004: “Ciente da importância do projecto”, Carmona, que era ministro das Obras Públicas, garantiu que nem o projecto nem a localização estavam em causa.”

notícia no Correio da Manhã (25/07/2005)

Portugal Sim 2:25 pm

E porque não uma limusine alugada sempre que um português pretende-se deslocar-se? Talvez seja mais barato e fosse mais confortável, não? (e sempre nos deixava directamente no destino pretendido!!!!)

Lido no suplemento “Carga & Transportes” do jornal Público, artigo por Vasco Sousa Coutinho

Tempo de percurso TGV - 1h30;
Tempo de percurso pendulares - 2h00; Ganho - 30 min.
Nº de passageiros por dia - 9000 + 1000 resultantes do efeito TGV
Tempo perdido TGV/pendular - 10.000 passageiros x 30 min.=5000 horas/dia
Encargo mensal por inactividade por passageiro - 650 contos/mês (valor estimado) = 4 contos/hora
Encargo diário para 10.000 passageiros - 5000 horas x 4 contos/h = 20.000 contos/dia
Encargo anual - 20.000 contos x 360 dias = 7.200.000 contos
Custo TGV - 850.000.000 contos
Tempo de amortização do TGV - 850 milhões de contos/7,2 = 118 anos

OTA, Blogosfera 12:49 am

Segundo o blog, Grande Loja do Queijo Limiano, a Ota é um erro histórico. Os autores deste post, são António José Duarte e Marco Capitão Ferreira, tendo já sido publicado no semanário Expresso.

Estudos, OTA, TGV 12:43 am

Uma das questões que se tem colocado e sobre o qual o Abrupto também se debate, “Será que os senhores ministros (Primeiro, Economia, Obras Públicas) podem ao menos explicar quais as razões porque os estudos, alguns estudos, parte dos estudos, os estudos que foram relevantes para a tomada de decisão, não podem ser divulgados? Partindo do príncipio que existem.”, é o não acesso, à população em geral, aos estudos dos investimentos faraónicos. Pacheco Pereira considera ainda que “Se os senhores ministros estão preocupados com o custo político de eles serem conhecidos, pensem bem no custo político de eles não serem conhecidos. pelo menos por suas mãos.”
Parece contudo que as vozes não são suficientes altas.

Contudo e considerando o Destreza das Dúvidas, eles existem e têm nome:
“1- Kamps, C., “New estimates of government net capital stocks for 22 OECD countries, 1960-2001”
2- Pereira e Andraz, “Public investment in transportation infrastructures and economic performance in Portugal.”

Existirão mais? Quem sabe.

Notícias, OTA, TGV 12:21 am

Os autarcas da região do grande Porto, expressaram a sua opinião sobre as últimas declarações do ministro das Obras Públicas, Mário Lino, por ter posto em causa a execução das novas linhas do Metro do Porto.

Luís Filipe Menezes, ao Correio da Manhã, lamentou que “…se fale em projectos faraónicos como o aeroporto da Ota e o TGV e se questione um projecto tão importante como o Metro do Porto”.

via Correio da Manhã (02/08/2005)

TGV 12:14 am

O jornal Público tem no seu site um dossier sobre a questão do TGV em Portugal, onde é possível encontrar diversas informações. Este dossier, contudo, apresenta a última notícia, datada de 12 de Janeiro de 2004, o que por si só estranho.
Com tanta informação que tem sido veiculada será de esperar que o mesmo dossier seja actualizado. Certamente estarão a trabalhar nisso.